quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Atualização HABT11: NOVEMBRO 2019

Olá a todos,

Acabei de receber o relatório de NOV/19 do FII HABT11, uma das maiores posições da carteira.

O FII está 67,11% alocado em CRIs e ainda possui 26,75% em caixa. O resto está alocado no FII RBRY11 e houve o vencimento da LCI agora em novembro.

Ao contrário dos pares do mercado (BARI11, HCTR11, etc) este fundo começou grande (emissão de R$ 240 milhões) e é natural que demore um pouco para alocar totalmente em CRIs. Ainda mais por serem CRIs pulverizados que precisam de análise minuciosa e muitas garantias.

Fazendo um comparativo das vendas dos empreendimentos com os relatórios anteriores vemos que o negócio está devagar. Alguns ativos estão tendo redução do percentual vendido e isto preocupa.

Foi anunciado rendimento de R$0,78/cota exatamente igual o do mês passado. As cotas no secundário estão subindo 0,78% hoje a R$ 111,79. Ou seja, 0,7% de yield ao mês. O PL do fundo está em R$ 237,7 milhões (R$ 99,06/cota).

Abraços,

MI



segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Aviso de investimento DEZ 2019

Passando para avisar que foram compradas 100 ações da CVCB3 por R$ 40,49 cada. A CIA está passando por um momento difícil com a tempestade perfeita que se formou (falência da Avianca, Argentina quebrada, dólar alto, desemprego no Brasil). Com isso, foi uma das ações que mais desvalorizaram no ano. Este aporte foi apostando em uma possível recuperação dos fundamentos no médio prazo.

Abraços, mestre investidor

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Atualização NOV/19

Segue o primeiro fechamento de mês após alocação de 100% da venda do TD IPCA+.

Foi um mês positivo com os ativos de maior risco (TCSA3 e HABT11) andando bem. Curioso para saber o pagamento do HABT11 para mês que vem. Será que chega a R$ 1,00/cota? E curioso pra saber a porcentagem do caixa já alocado em CRI/FII. Será que eles engatilham uma emissão logo após alocar 100%? O HCTR11 está emitindo novamente...

O aporte do mês que vem está decidido: será em CVCB3 que, inclusive, anunciou uma recompra de ações por meio de um fato relevante esta semana. Ou seja, eles provevelmente acham que a ação está barata após a enorme queda das cotações depois que soltou o balanço do 3T19.


Patrimônio:

Ativos:


Distribuição da carteira:


Dividendos do mês:


Abraços,

Mestre Investidor

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Racional dos Investimentos NOV 2019

Bem vindos a mais um post por aqui. Hoje explicarei o por quê de cada ativo da carteira e os ativos que estou de olho para comprar.

  • LFT 2025: estratégia "Barbell" do Taleb. Ou seja, a parte de menor risco da carteira. Ainda serve para amortecer a volatilidade e parte da posição como reserva para novos aportes em uma possível correção/crise.

  • HABT11: Habitat 2 FII "high yield" de CRIs. Investe em CRIs de loteamentos pelo Brasil a fora e aqueles resorts e parques aquáticos multipropriedade. Ou seja, uma bomba relógio (LOL). Para se ter uma ideia tem CRIs de inflação + ~20% a.a. Não consegui pegar os pares como o HCTR11 a um preço aceitável. E o Habitat 1 deu 40% de retorno em 2 anos. Mas este consegui comprar barato. O preço de saída será quando/se atingir PL*1,50 não antes de aproveitar  algum direito para subscrever em alguma possível emissão e "flipar". Bora pagar umas DARFs altas nesse.

  • KLBN11: empresa centenária de setor perene. Atua no Brasil e fora e em 4 áreas diferentes: florestal (florestas próprias inclusive), celulose (a commodity), papéis (kraft, cartão, reciclado) e embalagens (papelão e sacos industriais). Produz celulose de fibras longas e curtas já que tem florestas no sul em climas frios próprias para plantar pinus e climas mais quentes próprias para o eucalipto. Além disso, ela transforma a celulose em embalagens (caixas de papelão, tetrapak, aquelas dos lanches do mcdonald's, das cervejas 6-pack, sacos de cimento etc. Celulose fluff para fraldas e absorventes, ou seja, produtos muito utilizados ainda por muito tempo. Está em momento de alto CAPEX (R$ 8 bi) com o projeto da nova fábrica no Paraná (PUMA II). EBITDA crescente há muitos anos. Sofre marcação a mercado do dólar e celulose. Esta posição é para longo prazo.

  • TCSA3: explicado no último post. Posição para mais 4 a 5 anos.

  • BBAS3: posição de 2018, fui exercido em umas PUTs durante a greve dos caminhoneiros. Vendo toda vez que chega próximo dos R$54,00 (vendido FEV, MAR, JUN 2019). Tem melhorado bem os balanços mas está longe do meu preço de venda.

  • COGN3: antiga KROT3 e minha mais nova posição para médio prazo. Era uma empresinha pequena que só dava prejuízo. Daí veio o FIES e virou um monstro. Saiu comprando todo mundo e fazendo fusões. Dominou e chegou a tentar comprar a segunda maior do mercado há alguns anos mas foi vetada. Agora está investindo muito em educação básica além da superior. Encontra-se bem alavancada mas já não depende tanto do FIES e está pronta para crescer caso a economia volte a andar.

  • ENBR3: o principal motivo desta compra foram os  altos investimentos no setor de transmissão de energia (cerca de R$3.1 bi). Este setor tem altas margens e receita garantida (RAP) por contratos de longo prazo só dependendo da manutenção das disponibilidade das linhas. As novas linhas ficam prontas no máximo até 2022 e terão RAP em torno de R$ 600 milhões por ano. Mais uma posição para o longo prazo esperando 10% a.a. de dividendos sobre o preço pago (yield on cost) em 2022.

De olho em:

  • PETR4
  • VALE3
  • ITUB3/ITSA4 ou BBDC3
  • CVCB3

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

TCSA3 (Tecnisa): Racional do Investimento. (Não é recomendação de compra)

Com o mercado imobiliário em plena recuperação (notadamente em São Paulo capital), as empresas do setor  listadas na B3 tiveram alta valorização nos últimos tempos. O índice IMOB, por exemplo, subiu +62% em apenas um ano.

Porém, quatro grandes empresas listadas neste setor que se alavacaram extremamente durante o último ciclo de boom (até 2013) e sofreram muito durante a crise subsequente ainda não valorizaram. 

Vamos chamá-las de "P", "R", "G" e TCSA3 respectivamente da que se encontra em pior situação para a que está um pouco melhor.

"P" foi de maior do setor para recuperação judicial em 2 anos, "R" está indo pro mesmo caminho. "G" conseguiu captar um bom dinheiro nos últimos follow-ons mas ainda se encontra em situção preocupante. 

Basicamente, as empresas fizeram IPO circa 2007 e quiseram crescer para aproveitar o boom do mercado imobiliário dos anos seguintes. Isso significou tomar altas dívidas corporativas, sair de São Paulo para explorar o Brasil inteiro e ter centenas de obras ao mesmo tempo em diferentes regiões do Brasil com produtos nem sempre bem localizados, sem liquidez e sem muito controle de custos.

Então o mercado virou, veio a crise mas as obras já iniciadas tinham que continuar. O ciclo do setor é muito longo. Pode demorar uma década para comprar um terreno, descontaminá-lo, construir, liberar toda a papelada burocrática e vender. Os estoques encalharam e para piorar a lei dos distratos da época favorecia os especuladores. O pessoal que comprava imóveis na planta e revendia com lucro passou a distratar já que os preços dos imóveis corrigiram para baixo na época. Isso causou um rombo no fluxo de caixa das companhias que tinham muitas obras a concluir e altos custos de operação.

A TCSA3 foi uma destas empresas que se complicou na última crise do setor. Porém, recentemente mostrou um plano de recuperação interessante. A empresa captou R$ 445 milhões este ano com a emissão de novas ações a R$ 1,10 e está utilizando metade dos recursos para amortizar dívidas e melhorar a estrutura de capital da companhia e custo da dívida e a outra metade para novos lançamentos que devem ganhar tração no final de 2020.

A empresa tem feito a lição de casa. Anunciou que passará a atuar exclusivamente em SP capital e imediações com obras de médio-alto padrão. Isto permite maior controle das obras e atuar em um mercado onde ela tem mais expertise. Cortou algumas filiais de outros estados e até mudou de sede para cortar custos.

Além disso, tem vendido os estoques prontos (VSO Líquida 15%). Voltou a monetizar o estoque de Brasília depois de 4 anos sem poder vender por falta de documentação. 44% do estoque ainda se encontra na capital federal. Outra parte relevante está em Curitiba-PR.

A ideia é desovar este estoque antigo e começar do zero um novo ciclo em SP com a estrutura mais enxuta aproveitando a SELIC baixa e o reaquecimento da economia.

Agora sobre a compra das ações, ninguém sabe se dará certo e trata-se de um investimento de alto risco. A empresa precisa pagar grande parte da dívida em 2020, vender o estoque atual e voltar a lançar novos projetos. Estes lançamentos iniciais serão de suma importância para o plano de recuperação e tem que ser vendidos rapidamente. Quem sabe a empresa possa voltar a lucrar daqui alguns anos e voltar a ter margens mais altas em sequência, dando algum retorno para o acionista. Veremos.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Atualização 13/11/2019

Farei a atualização mensal do portifólio em posts como este. A idéia é aportar cerca de R$ 2.000/mês por enquanto.


  • PL: R$ 97.686,09
  • RE: R$ ~12.500,00 (Reserva de emergências - Poupança).


Aportes do mês:


  • COGN3: R$ 6.671,00
  • Tesouro Selic (LFT) 2025: R$ 24.945,91


*este mês, em fim, zerei toda a minha antiga posição de Tesouro IPCA+ (NTNB) que junto com o aporte mensal e os proventos foram reinvestidos em Tesouro Selic e ações da COGN3 (antiga Kroton).


Assim se encontra a carteira atual:




Proventos OUT/19: R$ 242,00 (HABT11)

Abraços. Mestre Investidor.

Bem vindos ao meu blog

Senhoras e senhores, apresento-lhes meu blog pessoal sobre finanças, investimentos, desenvolvimento pessoal entre outros. Espero que gostem.

Abraços.